 |
|
Érica, a sempre forte.
|
Humberto
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Falar de Humberto é muito difícil. Impossível falar que o conheço bem, mesmo achando que sim. Nem sei se tenho muito a dizer sobre nossa relação de amizade e/ou amorosa – se é que existiu alguma amorosa–. Há dois anos nos conhecemos. Fomos apresentados por um amigo, sua namorada e sua irmã. Os três viviam falando que nós dois combinávamos, éramos parecidos, nós íamos nos dar bem etc. e tal. Um dia o amigo me passou o MSN e Orkut dele e começamos a conversar. Ele ia à mesma festa que eu no fim de semana. Estava realmente animada e aqueles meus amigos ficaram falando dele a semana toda. E o grande dia chegou e nos conhecemos. Ele estava lá. Lindo, solteiro, com os amigos, se divertindo e bêbado. Muito bêbado. Tanto que quase não se lembrava de ter nos conhecido no dia seguinte. Mas não faltaram oportunidades de estarmos juntos outras vezes, nós sempre nos encontrávamos e uma amizade sincera, de ambas as partes, foi surgindo. Como imaginei pelos relatos de meus amigos, éramos muito parecidos mesmo e nos dávamos muito bem. Mas uma coisa eles me avisaram: se eu quisesse ter algo a mais com ele, não poderia conhecer a ex-namorada dele, pois era excepcionalmente fantástica amiga essa Madalena, meiga, sincera, carinhosa, atenciosa. E ex-namorado de amiga, vocês sabem que é pra sempre namorado. Na semana em que eu conheci Humberto, conheci também Madalena. Ela veio como quem nada quer se apresentando, dizendo que era amiga de alguns amigos meus e que era ex de Humberto. Eu só continuei a conversa, e nada mais, não fiquei puxando papo. Talvez ela tenha percebido que eu estava o rondando e ela quis me deixar a par de todas as informações sobre o ex-relacionamento deles. Ela me contou a história toda deles. Sem eu pedir, é claro. Não a considerava ainda amiga, mas não podia deixar de entender o recado dela! Ela não queria que ele ficasse com ninguém nunca mais, ainda mais alguém conhecida, pois ainda o amava muito. Desde o início tínhamos muito em comum e eu comecei a sentir uma atração a mais por ele e pensando que ele também sentia, certa vez acabamos nos beijando em uma noite de aventuras pelo bairro, um beijo, o primeiro de muitos. Eu mesma contei para a Madalena. Ela ficou extremamente triste comigo e não falou comigo por umas duas semanas, só quando ela percebeu que não tinha nada a ver mesmo ela voltou aos poucos a falar comigo. Minha amizade e de Humberto não mudou nada depois de nosso beijo. Éramos cada vez mais amigos e mais ligados. Um começou a se preocupar e cuidar cada vez mais com o outro. Ele sempre vinha aqui em casa com nossos outros amigos para jogar vídeo game – eu sempre tive os jogos mais legais – e às vezes passávamos a noite inteira fazendo nada sentados na frente da casa dele conversando e ele bebendo álcool de quinta categoria e na fase que eu estava, qualquer coisa era adrenalina para mim. Batendo de frente com meus pais e ficando a noite toda fora de casa sabe-lá-Deus-com-quem como dizia minha mãe, trazendo esses mesmos sabe-lá-Deus para minha casa. Era aventura. O problema começou aí. Éramos amigos demais e tínhamos algo que não deixava nos separar nunca. O dia todo nos falávamos por MSN e telefone e mandávamos mensagens bonitinhas por Orkut – e diga-se de passagem, todas as meninas que eram apaixonadas por ele, morriam de inveja de mim por ter aqueles escritos na minha página de recados -. A gente não sabia no que ia dar uma amizade tão forte e tão instantânea. Em uma noite, quando várias pessoas foram dormir na minha casa, inclusive ele, nós nos beijamos de novo. Ninguém poderia saber, pois estavam todos dormindo. Ele me beijou com muita vontade, mas me disse que tinha medo que eu me apaixonasse, pois éramos “amigos coloridos” e queria continuar com isso. E eu jurei que não me apaixonaria. Não que ele não fosse apaixonável, mas eu preferia ter ele como amigo a não ter ele como nada, claro. Nossa vida era feita de altos e baixos e todos os baixos eram culpa minha, ele dizia. Às vezes ele parava de falar comigo de repente. Depois de uma semana me dizia “eu te desculpa por tal coisa” e eu ficava confusa porque não sabia do que ele estava falando ou às vezes considerava que quem tinha feito alguma coisa errada era ele e ele sempre falava que não. Dizia que quem estava errada era eu, mas ele me perdoava. Eu apenas ignorava. Eu estou acostumada a atrair pessoas loucas, mas louco como ele, era o primeiro. Nossa vida foi seguindo assim. Comecei a namorar outra pessoa e acabamos nos distanciando por causa disso, por acaso, esse meu namorado tinha um ciúme doentio por ele que não sabia da onde vinha. Eu sabia. Na semana que terminei esse namoro, depois de mais de um ano e meio, eu estava sensível e até triste. Para distrair saí com três amigos, inclusive ele. Estávamos no banco de trás do carro e os outros dois amigos na frente. Ele estava perto de mim, como antigamente. A gente já tinha conversado sobre o fim do namoro que talvez, muito talvez, tinha alguma chance de continuar. E ele sabia que eu não ia ficar com ninguém até ter certeza que tinha terminado definitivamente. Ele olhou para mim com cara de quem queria carinho. Foi chegando mais perto. Disse para eu fechar os olhos – o que eu não fiz – e veio até minha boca e tentou me beijar. Não deixei. Onde já se viu? Ele sabia que eu não queria ficar com ninguém até ter certeza do outro relacionamento. Ele tentou de novo. Pegou meu rosto e grudou com o dele, fechei minha boca com toda força. Sorri para ele e ele sorriu para mim. Os nossos outros dois amigos saíram do carro para deixar-nos a sós e disseram que o que acontecia no carro do João, ficava no carro do João (e estávamos no carro dele). Ele insistiu. Perguntou por que não. Eu expliquei. Tentei, pelo menos. Ele beijou meu pescoço. Minha orelha. Ele foi chegando mais perto e eu não estava conseguindo resistir. O Humberto iria sempre ser o Humberto, não tinha como mudar a atração que eu sentia por ele, mesmo se nos mantivessem afastados. Eu cedi. Ele me beijou forte e com vontade. Ficamos no beijamos por uns dez minutos corridos, sem parar. E eu pensei se já que tinha beijado mesmo, iria ficar pra valer com ele, o resto da noite. Se eu voltasse com o meu ex-namorado, de qualquer maneira já iria ter ficado com outro se eu desse mais um beijo ou não. Ou seja, seria “traição” de alguma forma se eu continuasse ou parasse naquele beijo de qualquer jeito. Mas ele não pensou assim... Humberto, não meu ex-namorado. Humberto me deu mais dois ou três pequenos beijos. Disse que eu continuava a mesma, que adorava meu beijo. E os outros meninos entraram no carro para continuarmos nosso passeio. Ele deitou no meu colo e quando eu fui beijá-lo, ele desviou. Não entendi nada. Pensei que fosse por causa dos meninos. Não era. Os meninos sabiam que o que acontecia no carro do João, ficava nele. Ninguém ia sair espalhando. Em certo ponto do passeio saímos nós dois apenas. Eu olhei pra ele. Ele fingia que eu não estava ali. Estava frio. Eu fui beijá-lo. Ele não deixou. Eu perguntei por quê. Ele disse que não queria mais. Eu perguntei por que ele era assim, daquele jeito. Respondeu que já tinha nascido assim e pediu desculpas. Beijou minha testa e pegou na minha mão para me levar pro carro. Mas eu disse antes de entrar que ele tinha me feito fazer algo que eu não queria, pois poderia magoar alguém que eu amava de verdade – no caso, meu ex-namorado se a gente voltasse – e iria ser isso. Só um beijo para ver se meu beijo continuava bom como antes. Ele disse que sim e entrou. A única conclusão que consegui chegar foi que ele só me queria como um desafio. Eu não queria ficar com ele por estar ainda enrolada com meu ex-namorado e se ele conseguisse ficar comigo era por que, talvez, ele fosse o todo-poderoso. Não que fosse bem assim, ele era o Humberto. O Humberto. O MEU Humberto. Depois de ter terminado definitivamente esse namoro, nós nos vimos mais uma vez. Acabamos nos beijando de novo e fiz o que ele fez comigo aquela vez. Só para checar que ele ainda beijava bem. Não que eu tenha DITO isso pra ele. Beijei uma, duas, três vezes depois o dispensei para ficar com os outros amigos que estavam junto também. Foi bom ter pagado na mesma moeda, mas por causa disso nunca mais nos falamos. E eu sinto saudade. Espero que daqui umas semanas ele venha me dizer que me perdoa por alguma coisa que eu (não) fiz e volte tudo ao normal.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Ernesto
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Falei tanto do meu ex-namorado que no mínimo uma curiosidade surgiu, não é mesmo, leitores? Conheci Ernesto quando estava enrolada com outro cara e me apaixonei imediatamente que o vi. Minhas amigas me apresentaram e ele parecia ser o cara perfeito para mim e foi mesmo, durante um ano, sete meses e catorze dias. De 12 de março de 2006 até 26 de outubro de 2007, oficialmente. Eu tinha 18 anos quando começamos e terminados quando eu tinha mais de 19 anos e meio. Foi na minha época pós-escola. Uma época maravilhosa. Estudamos no mesmo cursinho pré-vestibular. Ele era extremamente lindo e inteligente. Gostava do mesmo tipo de música e era um pouco menos caseiro do que eu. Éramos o par perfeito, todo mundo nos elogiava quando nos viam. Tinha uma coisa nele que sempre me chamou atenção, no começo era fofo, mas perto do fim me irritava. Suas bandas preferidas eram formadas por bateristas, guitarristas, baixistas ou qualquer outro tipo de instrumentalista de qualquer sexo, mas a vocalista tinha, necessariamente, que ser uma mulher. Pitty, Pato Fu, Lodov, Avril Lavigne e até Elis Regina com suas Águas de Março, entre outras mil bandas de mulheres. E eu com meu gosto eclético para tudo, acabei gostando do que ele ouvia também. Escuto muito Ramirez e Leoni, mas não tenho nada contra nada específico. Ele tinha. Não suportava ouvir homens cantando. O máximo que ele suportava era um dueto ou algo parecido. Nunca fui de me importar muito com isso, escutava o playlist dele com a maior boa vontade. A única coisa que me deixava brava era quando ele chegava a minha casa e mudava de playlist para a que ele queria. Isso me deixava irritada. E ele reclamava dizendo que eu gostava das coisas dele e ele não gostava da minha. Eu sempre voltava para a minha. Problema era dele se não gostava. Muitas vezes ficávamos sem ouvir nada por conta disso. Tempo bom aquele. Estudávamos muito para conseguir passar na faculdade que queríamos. Ele passou na USP, em Direito, na primeira tentativa, ele era muito inteligente. Eu continuei no cursinho e no ano seguinte entrei em jornalismo numa particular, já que no primeiro ano eu não tinha decidido ainda o que fazer. Nós sempre íamos a pequenos shows que tocava mais de uma banda cover e/ou nova – com mulheres no vocal - e nos divertíamos muito. Sempre quando a próxima banda era de vocal masculino ele dava um jeito de me chamar para um canto e ficarmos namorando ali. Ele tinha uma técnica especial que sempre me fazia ceder. Não sei bem o que era, quer dizer, até sei, mas não quero contar. Brincadeiras a parte, ele era um namorado muito interessante, atencioso, meus pais até gostavam dele, acreditam? Nos fins de semana eu ia para casa do meu pai, já que ele morava mais perto das badalações – já passei da idade de ser obrigada a passar o fim de semana com ele, depois dos quinze, eu ia se e quando eu quisesse – e ele deixava a gente dormir no mesmo quarto, o meu, sempre. Era só avisar antes. Minha mãe não gostava muito por causa da minha avó que mora com a gente, mas se precisasse, caso ficasse tarde, não tinha problema algum. Só tinha uma regra que era nada de sexo na mesma casa de mamã e vovó. Era uma regra engraçada, mas era regra. A vida era boa com ele, nos divertíamos. Ficamos um tempão juntos, mas nosso amor foi desgastando, de repente não éramos mais apaixonados. Terminamos uma vez. Voltamos menos de um mês depois. Só que ele terminou comigo mesmo para ficar com uma vocalista de uma banda nova. Eu sempre soube do fascínio dele por mulheres no vocal, mas nunca achei que seria trocada por uma.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Henrique
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Henrique era melhor amigo do cara que eu gostava até uns dias antes, no carnaval. No vigésimo quinto dia de fevereiro, por telefone, nos conhecemos. Esse é o dia do meu aniversário e o cara que eu gostava me ligou para me desejar felicidades e como Henrique estava junto, falou comigo também. Foi nosso primeiro contato. Eu já sabia quem era ele e ele já sabia quem era eu. Sem perder tempo, o adicionei no Orkut e no MSN e começamos a nos falar. Em uma terça feira, ele me chamou para sair, para tomar uma cerveja, bater um papo, comer um lanche. Ele me buscou em casa e fomos a um bar. Conversamos muito sobre tudo e percebemos bastante afinidade um com outro. Eu estava me sentindo totalmente atraída por ele e vice versa. Ele me chamou para ir a casa dele, assistir um filme. Sentamos no sofá e ele me beijou, perguntou se eu estava com ele pra fazer ciúme no amigo dele e eu disse que não, que ninguém precisava saber disso de propósito. Fomos deixando nos levar pelos instintos carnais e foi ai que rolou a minha primeira vez. Tinha acabado de fazer dezessete anos e não me arrependi nenhum dia da minha vida de ter feito com ele. Eu sei que tinha acabado de conhecê-lo e não tínhamos nada sério, mas não me condeno por isso, não. Meu ex-namorado me condenava tanto que foi um dos motivos que eu dei um pé-na-bunda dele. Nós tínhamos muito em comum e dois dias depois saímos de novo. Ficamos dando voltas de carro conversando sem saber aonde ir. Passamos por um bar que tinha gente conhecida, eu perguntei se a gente podia ir, ele ficou meio indeciso e eu perguntei se ele tinha vergonha de mim. Quando eu disse isso, ele deu a seta para estacionar e parou o carro ali mesmo. Descemos, bebemos alguma coisa e fomos embora. Fomos para a casa dele. Minha mãe tinha ido viajar, não iria ficar brava se eu chegasse tarde. Foi a última vez que fiquei junta. Ele não queria nada sério, eu também não. Conheci outro cara que fiquei até conhecer meu ex-namorado, e já terminei um caso para namorar sério. Namorei mais de um ano e meio e quando terminei quem estava namorando era ele. Não sei se eu faço questão de ter nada, de novo, com ele, talvez só não queira perder o contato com o cara que está com minha virgindade e minha calcinha preferida na qual esqueci lá na nossa segunda noite.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:32
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Fabiano
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Conheci Fabiano com uns catorze anos no prédio da minha tia, sempre que ia visitá-la via um grupo de pessoas da minha idade e um dia fui conversar com eles. Ele logo me chamou atenção por ser bonitinho, mas descobri que era dois anos mais novo que eu. Não me lembro de detalhes do início sei que nos atraímos rapidamente. Sempre que nos víamos rolava certo clima, mas nada que se consumasse. Um dia ele e outro vizinho foram bater na porta da minha tia e eu atendi. Eles me disseram que tinham feito uma aposta com as vizinhas, se ele levasse uma menina e provasse que namoravam, ela daria vinte reais e me chamaram para ser essa namorada. Eu não aceitei ao menos que me dessem dez reais! Eles aceitaram e fui lá de mãos dadas com ele e na frente delas demos um selinho, mas acabei ficando sem meu dinheiro. Ele dizia que gostava de mim, que tinha ciúme e que queria ficar comigo e quando eu ia para lá ele sempre dava uma desculpa e nunca ficávamos. Os anos foram passando e nunca ficávamos. Um dia, eu fui, a convite dele, passar o domingo lá. Mesmo achando que não íamos ficar de qualquer maneira, iria ficar ali com o pessoal e ia ser legal. Ao chegar lá o encontrei agarrando uma de nossas vizinhas uns cinco anos mais velha que ele! Todos os nossos amigos falaram que foi mesmo mancada dele e ficou por isso mesmo. Nunca mais quis nada com ele até que um dia sem querer ficamos de verdade. Estávamos na piscina do prédio e estávamos bem amigos essa época. Eu estava quase fazendo dezessete anos e acabei indo com o embalo. Ficávamos sozinhos na casa dele. Era bem engraçado, sempre achei que minha primeira vez ia ser com ele. Eu era meio boba nessa época e ele já estava com segundas intenções. As vezes nem nos beijávamos direito, mas ele ficava colocando a mão em lugares impróprios para menores. No começo o pressionei, disse que não podíamos fazer isso por eu ser uma menina “séria” e que só fazia namorando. Ele me ignorava e continuava. Ele dizia que não queria que eu me “entregasse” nem nada, só queria ficar daquele jeito, me tocando, me descobrindo. Resolvi deixar pra lá e aproveitar. Ele realmente estava me usando uma cobaia para seus experimentos e eu não reclamava porque eu estava gostando. Ele era muito infantil para mim e não queria namorá-lo. Ficamos nessa durante um mês. Logo que fiz dezessete anos conheci o cara com quem eu perdi minha virgindade e ele me perguntou se eu era mesmo virgem porque não parecia. Eu disse que era mesmo virgem, mas tinha esse meu “amigo” que tinha me explorado tanto que me deixou daquele jeito, pronta pro próximo.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Dalbert
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Meu segundo ano do colégio foi marcado por me apaixonar por meninos indevidos (pensando melhor, todos os homens que me envolvo são indevidos – salvo apenas meu ex-namorado que era um amor). Esse moreno de olhos verdes me fez pensar na minha primeira regra de sobrevivência, pois nunca imaginei que me envolveria com alguém comprometido. Quando nos conhecemos, ele era solteiro. Foi um amigo nosso que nos apresentou, com esse negócio de Orkut MSN e afins, essas coisas ficam bem mais fáceis. Mas acabou sendo um problema para mim. Esse meu amigo que nos apresentou era meu amigão mesmo e achava que ele combinava comigo e por isso nos apresentou. Eu o vi no Orkut e o achei super gato e gostei muito das comunidades que ele estava. Nós tínhamos muito em comum – menos a parte de “eu odeio Sandy e Junior” dele e “eu amo Sandy e Junior” meu -. Ele parecia um cara perfeito. Tão perfeito que achei que ele não existia, talvez fosse minha imaginação que deixasse ele perfeito, afinal, não tem condições de saber se a pessoa é sincera ou não por MSN. Começamos nos falar por telefone também. Mas nunca nos encontrávamos. De repente, em um final de semana, ele saiu com uma menina e começou a namorar. E eu estava já apaixonada por ele, ele sabia disso por que sempre falava que queria me encontrar com ele, abraçá-lo e olhar nos olhos dele. Nós éramos amigos suficientes para isso, independente do meu sentimento para com ele. E eu fiquei muito chateada. Arrasada. Continuei insistindo que nos encontrássemos, mas totalmente sem esperanças, só para olhar dentro de seus olhos e ter certeza de que ele não sentia a mesma coisa por mim. Só para ter certeza. Insisti tanto que ele cedeu. Estudávamos bem perto e um dia de jogos internos da minha escola eu fui até a dele. Estava quase chovendo. Pelo caminho inteiro andei com vontade de chorar, mas não consegui, eu estava feliz, acima de tudo. Ele veio tímido rezando para que ninguém nos visse, pois sua namorada estava dentro da escola e ia ficar triste de vê-lo conversando com outra menina. Seus olhos verdes eram ainda mais verdes ao vivo. Ele estava me hipnotizando. Ele era muito alto, talvez minha cabeça chagasse em seu peito, o que me fez ficar mais feliz ao nos abraçarmos, me senti protegida. Eu realmente gostava dele, e não era coisa pouca. Ele não estava tímido, estava morrendo de medo de alguém ver e contar pra namorada. Acho que ele não queria magoá-la, sabe?! Disse um “oi” bem meia boca e me dispensou rápido dizendo que eu ia pegar chuva. Eu fiquei triste com esse comentário por que eu não tinha medo de chuva e não era feita de açúcar, por isso ele não precisava se preocupar, mas eu ia embora mesmo, já tinha visto o que eu queria, ele realmente não era a mesma pessoa que eu era apaixonada. O problema é que isso não diminuiu o que eu sentia. Nessa época, ocorria na minha vida a chance de eu mudar para o interior para fazer o terceiro colegial e a faculdade. Cogitei a idéia desde que nada me prendesse aqui. E como a única pessoa que eu estava interessada não podia me prender, resolvi ir. Um mês antes de ir, resolvemos nos encontrar para se despedir. Fomos ao cinema. Desde antes mesmo de comprar nossos ingressos para assistir “Harry Potter e o Cálice de Fogo” já tínhamos nos beijado e minha paixão se tornou mais forte. Ficamos juntos no filme inteiro, nem assistimos. No fim do filme saímos de mãos dadas, esqueceu totalmente que eu não era a oficial dele, e sim a “outra”. Em algum momento estranho ele lembrou que tinha uma namorada e que ela não estava com ele e resolveu dar um telefonema para ela. Disse que ele estava com os amigos e que ia demorar. Ela disse algo como “eu te amo”, por que ele respondeu “eu também amo.” No mesmo momento que ele desligou com ela, sua mãe ligou e ele disse que estava com a namorada – oficial – dele. Burro, muito burro, mas tudo bem. Quando desligou, eu tirei muito sarro da cara dele e dos homens em geral. Porque ele não sabia mentir. Ele estava traindo a namorada e não sabia mentir, achei muito coisa de homem. Imagina se a menina liga para a casa dele e a mãe dele atende e fala “ué, ele não estava com você?”. Homens. Burros. Fomos embora com a sensação que isso nunca mais aconteceria, até porque eu estava quase me mudando. Continuei apaixonada por ele até aparecer outro indevido em minha vida. E por causa desse outro, não me mudei. Um ano depois, aproximadamente, ele estava solteiro de novo. Voltou a falar comigo por MSN e mandar mensagem no celular. Decidi me aproximar dele como amiga e nada mais, afinal, não teria condições de eu me envolver com um cara que traiu sua ex-namorada comigo. Convidou-me para ir ao cinema e eu decidi aceitar, pensando que se rolasse rolou se não, não teria problema nenhum. Conversamos bastante e não nos tocamos em nenhum momento. Até a hora do filme que ele pegou na minha mão e ficou acariciando. Quase no fim do filme, ele me beijou e não ia ser eu que ia cortar o barato dele, não é mesmo? Ficamos mais ou pouco no shopping e resolvemos ir embora. Como a casa dele era caminho da minha, dei uma carona para ele e ficamos conversando na frente do portão dele. Conversamos um pouco sobre a primeira vez que ficamos, conversamos sobre varias coisas e nos amassando. Do nada, começou um papo estranho. Ele me perguntou se eu era virgem. Eu disse que sim. Totalmente verdade. Ele disse que era também. Achei estranho por ter namorado tanto tempo a ex dele, mas tudo bem. Eu achei estranho ele perguntar por que não tinha contexto algum e eu não achava que ele estava com intenção que perdêssemos as nossas juntos, naquele dia, dentro do carro, mesmo. Com aquela dúvida inerte, resolvi questionar o porquê. Ele respondeu sem nenhum tipo de censura, pudor ou ainda senso de ridículo dizendo que eu parecia um tanto quanto carente demais e que ele achava que eu precisava de um namorado, até para suprir desejos sexuais (dos quais NEM EU sabia que eu tinha tanto assim). E perguntou se minha carência não me fazia mal. Fiquei muda e imóvel. Do que ele estava falando eu não tinha idéia. Não sabia se ele tava me pedindo em namoro (que eu não ia aceitar por não confiar nele) ou se ele tava tentando me analisar ou se ele apenas estava tirando sarro da minha cara. E ele completou: seria bom um namorado para você fazer sexo com ele. Cara-de-pau. Quem disse que eu precisava fazer sexo? Nem minha terapeuta falava assim comigo. Fiquei incrédula com o que ouvi e fiquei com vontade de jogá-lo para fora do carro pela janela e ainda passar por cima dele com o carro. Eu não disse nada, se disse não me recordo. Só sei que fiquei ainda com mais raiva quando ele perguntou se eu sabia que nós éramos somente amigos. Eu disse que sim, e perguntei por que. Ele disse que não era para eu ficar pensando que estávamos ficando ou que tínhamos alguma coisa séria. Falei na hora que não confiava nele e mesmo que ele quisesse, eu não iria querer. Como se eu fosse louca de entregar minha virgindade para um cara que traiu sua namorada comigo mesma. Ele estava viajando. Eu entendo que ele poderia pensar que, como eu já fui apaixonada por ele, o sentimento voltaria. Mas a forma que ele disse aquilo tudo, foi muito baixo. Nunca mais quis ver a cara dele. Há um tempo, outro amigo meu me disse que achava que eu tinha feito sexo com ele. Por quê? Por que o cara-de-pau falou que tínhamos feito para ele e mais uns cinco amigos nossos. Peguei nojo dele, nunca mais quis olhar na cara dele. Uma pena, porque seus olhos verdes devem continuar mais verdes do que nunca.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Ferdinando
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Ferdinando, ou Nando, era meu amigo fazia algum tempo já. Era três anos mais velho que eu e estava no último ano do colegial e só pensava em farra. Namorou uma amiga minha da oitava série até o meio do segundo ano e quando eles terminaram, ele decidiu “pegar geral”. O problema não era só esse. O problema era que todas as meninas com quem ele saía, ele tratava como brinquedos. Era um tremendo cachorro, mas comigo ele era tão legal! O melhor de tudo é que nós éramos muito amigos e nunca tínhamos tido nada. Eu achava errado o que ele fazia com as pobres meninas, mas não me agüentava de curiosidade e ria com as histórias que ele me contava todo entusiasmado. Um dia era de um beijo horrível. Outro era do assunto que não tinham. Outra história de um pum. Como moramos muito perto um do outro, sempre íamos e voltávamos juntos da escola, onde estudávamos desde pivetes. A gente conversava sobre tudo. Inclusive fui eu que tentei animá-lo depois do fim do namoro. Ele não falava disso com ninguém além de mim. Éramos do tipo irmãos. Depois que fez 18 anos e tirou a carta de motorista, passava pra me buscar todos os dias e me levava de volta da escola. Ele não conhecia minha família nem eu a dele. Não saíamos de final de semana por que todos os dias da semana já eram suficientes para enjoar, então éramos típicos amigos de escola. Em uma véspera de feriado estendido de sete de setembro, que caiu numa terça feira aquele ano, na ida da escola me convidou para ir à praia com ele no dia seguinte. Eu adorei a idéia, mas disse que meus pais não iam deixar. Ele insistiu disse que ia ser legal. Ia ele e mais três amigos e iam pintar o apartamento todinho para ficar mais habitável e me garantiu que não ia me fazer pintar também, que eu poderia ficar tomando o sol o dia inteiro. Seus amigos iriam à tarde do mesmo dia e nós dois iríamos no sábado bem cedinho por que ele trabalhava à tarde de sexta e ficaria cansado para dirigir. O convite feito. Eu comentei com minha melhor amiga e ela morreu de inveja! Olha como mulher é! Disse que ele me chamou porque estava com segundas intenções. Vai saber, né?! Os dois já tinham ficado, mas como ela era minha melhor amiga ele teve piedade dela e não a tratou tão mal quanto as outras. Quando ele estava chegando perto do meu prédio, na volta, fez o convite novamente e eu disse que precisava falar com minha mãe e depois com meu pai para ver se cada um liberava um dinheiro. Ele foi estacionando o carro. Eu comecei a ficar confusa. Ele disse que iria subir para falar com minha mãe. Ela não o conhecia, mas eu falava sempre dele. Ele disse que iria mostrar RG, CPF, número da carteira de motorista – e como era permissão, ele não poderia levar nenhuma multa – e foi saindo do carro e me mandando entrar com ele no prédio, se não o porteiro não ia deixá-lo entrar. O convidei para almoçar, então. Minha mãe estranhou uma pessoa diferente para almoçar e disse que eu falava muito dele, para me matar de vergonha. Mal começou o almoço e ele já fez o convite. Disse que dirigia devagar e que sempre descia a serra, logo não era tão inexperiente como parecia. Minha mãe resistiu um pouco, mas não tinha como resistir ao charme de Nando, até porque ele tinha treinado muito com todas as meninas da escola, ela cedeu logo antes de terminarmos o almoço. E ele teve que sair para ir trabalhar. Fiquei muito empolgada por que era a primeira vez que viajaria sem alguém da família. Liguei para minha melhor amiga contando e ela ficou super feliz por mim, perguntei se ela não queria ir também, mas ela disse que morre de vergonha de estar com ele, por tudo o que tinha acontecido – e fofoca à parte, não foi só beijinhos não. Arrumei minhas coisas e fui me depilar naquela tarde. À noite minha mãe me deu milhões de conselhos e alertas. De manhazinha ele passou aqui e fomos. Eu nunca tinha escutado nenhum CD inteiro dele por que nossas idas e vindas da escola eram rápidas, no máximo quatro músicas. O carro dele era confortável, mas não era muito novo. O ar condicionado não funcionava direito e tivemos que ir de janela aberta. O trânsito estava bom e eu estava morrendo de sono. Conversamos sobre várias coisas, ele perguntou por que a minha amiga não tinha ido – ela até que é gostosinha – ele disse. Fala sério, homens. Cochilei um pouco e voltávamos a conversar. Nós estávamos na metade do caminho quando o carro começou a parar. Seria falta de gasolina? Se fosse, eu pensei, ele seria muito estúpido. Mas antes de eu falar qualquer coisa ele já disse que não era falta de combustível. Estávamos no meio do nada e fazia um calor dos diabos. Paramos no acostamento e eu estava suando e ele muito preocupado. Abriu o capô do carro e fiquei olhando e eu parada no meio fio tomando um refrigerante que tínhamos colocado na caixa de isopor para tomar durante a viagem. Ele ligou para o pai dele e pegou os dados do seguro. Ficamos esperando muito tempo até que um carro de apoio chegasse. E enquanto isso começamos a conversar ainda mais. Ele fingindo que estava tudo bem e disfarçando o nervosismo e eu tentando passar que não estava morrendo de calor e com um pouco de medo. Conversamos sobre as expectativas do tempo para o fim de semana e eram boas. Aproveitei o sol das nove horas e tirei minha blusa que já estava com um biquíni discreto por baixo. Ele desviou os olhos. E como já estava de short, senti o sol batendo e ele não conseguindo tirar os olhos de mim. Até quando ficávamos em silêncio, seus olhos subiam nos meus ombros e voltavam para a barriga. Perguntou se doeu para fazer a minha tatuagem que tinha nas costas. Eu disse que não. Ri. Disse que era mentira, que tinha doído muito. Ele me mostrou uma que eu nunca tinha visto, entre o fim da barriga e a parte que as calças sempre cobrem. Ele era muito atraente mesmo. Agora começava a entender o que atraía tanto as meninas da escola. A tatuagem dele era bem estratégica e deixava algumas meninas loucas. Loucas para ver ou loucas por ter visto ou pior: ter tocado. Eu tentava disfarçar minhas opiniões, mas eu não estava conseguindo. Eu estava ficando bem atraída, mas, não tinha vontade de ficar com ele como as outras meninas tinham. Se fosse para ficar, tinha que ser especial, de alguma maneira. Na praia? Ele sempre levava as meninas pra praia, não ia ser a primeira vez. Ele também estava se atraindo por mim, eu tinha certeza pelos olhares que ele me lançava. Eu não sabia como falaríamos um para o outro de nosso interesse recíproco, mesmo nenhum de nós tendo qualquer dúvida. Estava ficando cansada de ficar parada na estrada quando o carro do mecânico chegou. Ele consertou o carro em dez minutos, alertando-nos que assim que chegássemos na cidade para procurar uma oficina para ter certeza do estado do veículo. Então seguimos viagem. Ele ficou feliz e pediu desculpas. Pra falar a verdade foi bem legal ficar lá na serra com ele, afinal, o lugar tinha uma vista linda, a companhia era ótima e ainda consegui pegar uma corzinha sem que meninos me olhassem – só ele. Continuamos conversando e nem percebemos o resto da viagem, por termos chegado muito rápido. A casa era bem legal, tinha até piscina num jardim. Tinha três quartos onde dois deles estavam ocupados pelo dono da casa e mais dois meninos. O outro quarto tinha só uma cama de casal e eu percebi que ia ficar para nós dois. Gelei. Lembrei do que minha amiga falou sobre segundas intenções. Colocamos nossas mochilas lá, almoçamos e fomos dar uma volta na cidade. Os três meninos, eu e ele. Nando era o mais bonito e mais legal de todos eles. Não que os outros não fossem bonitos nem legais, mas eles não tinham o mesmo charme. O único que era mais parecido comigo era um tal de Felipe e não conversamos muito. Ao voltar para a casa, os meninos foram pintar a casa e eu fiquei na piscina tomando sol. Ouvia algumas risadas e uns comentários do tipo “que amiga bonita você trouxe”. Nando saía sempre para me perguntar se eu queria alguma coisa para beber ou alguma outra coisa. À noite saímos para um bar bem movimentado da cidade e chegamos em casa de madrugada. Dois dos meninos estavam hiperbêbados e o resto de nós não tinha bebido nada. Domingo eu acordei cedinho, antes de todo mundo, para ir a praia, quando estava tomando café-da-manhã, Nando acordou e se ofereceu para fazer companhia. Fomos juntos, mesmo ele morrendo de sono. Ficamos na praia até a hora do almoço, comemos por lá mesmo em um restaurante e mais tarde, perto do meio da tarde, os outros meninos chegaram. Ficaram azarando algumas meninas que passavam, e Nando comigo só ria, não dizia nada. Até que passou uma das meninas mais bonitas da praia e um deles disse “ei, Nando, essa é pra você” ele riu, olhou para mim e disse “não, estou acompanhado”. Na verdade, eu morri de vergonha, mas entendi como se ele não quisesse me deixar sozinha com os amigos dele. Quando foi escurecendo, ficamos em um bar à beira mar. Voltei antes com Nando para a casa e os outros ficaram. Chegando em casa tomei banho e coloquei qualquer roupa, uma de ficar em casa. Quando apareci, ele me olhou fixamente e disse que eu estava linda. Fiquei envergonhada. Ele foi chegando perto. Ele estava lindo, tinha acabado de tomar banho, também. Estava cheiroso e se viesse, eu não ia resistir. Ele estava chegando mais perto. Não ia me segurar. Foi então que ele segurou minha mão e me puxou. Eu disse “não sou suas menininhas” ele disse “eu sei” e me beijou. Fazia um tempo que ninguém me beijava daquele jeito. Fomos para o sofá e ficamos por ali um bom tempo nos beijando e conversando. Comecei a ficar com sono, ele também. Tínhamos ficado na praia o dia inteiro e estávamos cansados. Fomos para o quarto. Eu fiquei com medo de ele tentar algo a mais – e eu nunca tinha feito –, mas ele perguntou se eu me importava de ele dormir ainda comigo, agora que estávamos ficando. Eu disse que era claro que não me importava e que não tinha nada a ver. Dormimos abraçados depois de conversar e nos beijar um pouco mais. Na segunda feira acordei com um trovão, a chuva caindo e os meninos falando alto. Ainda era de manhã e quando abri os olhos e me virei ele estava parado me olhando do meu lado. Disse que eu era linda. Beijou-me e fomos tomar café. O dia, por estar chuvoso, estava desanimador e por isso ficamos em casa jogando baralho e eu aprendi vários jogos novos, como pôquer. Ficamos assim, brincando e namorando, o dia todo e na terça depois do almoço voltamos para casa. Quando ele me deixou em casa, perguntou o que eu tinha achado e eu disse que tinha sido bem legal. Ele perguntou de nós. Eu respondi que não sabia de nada, que era melhor deixar rolar. Ficamos mais umas semanas e depois fomos nos afastamos como “namorados” e voltando a ser só amigos, e até hoje somos bem amigos. É claro que todas as meninas ficaram com inveja de mim porque tinha prendido o cara que todas queriam. Era legal ver as meninas morrendo de vontade de ser eu e os caras quererem ser ele – não por causa de mim, mas por ele ser ELE – só que não estava feliz ficando com ele. Aprendi que é legal invejada, mas não vale a pena se você não está feliz.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Oliver
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Era uma viagem longa de dezesseis horas de ida e outras de volta. Fui sozinha com minha melhor amiga e ficamos na casa de uns parentes dela numa cidade longe do centro. Ficaríamos uma semana, chegamos numa quarta na hora do almoço e iríamos embora noutra quinta à tarde. Tínhamos uns catorze anos e estávamos no auge do nosso espírito de aventura! No primeiro dia que chegamos, ficamos um pouco na rua ouvindo música e conversando. Estavam lá, na rua, dois meninos simpáticos que puxaram assunto com a gente. Chamaram-nos para ir a um bar e rejeitamos o convite. Conversamos muito e quando começou a ficar tarde resolvemos entrar para jantar e dormir. Tínhamos resolvido ir ao centro na manhã seguinte. No começo da noite seguinte eles apareceram de novo na rua e fomos andar com eles pelo bairro. Oliver estava encantado por mim, nas palavras dele, por eu ser diferente e descolada. Espantei-me pelo fato de ele ser assim também. Bem bonito, uma conversa bacana, gostava de algumas bandas que eu e minha amiga também. Ele se aproximou mais de mim e ficamos. Todos os dias sucederam assim: eu e minha amiga íamos para o centro de manhã, ficávamos lá o dia inteiro e quando voltávamos, não íamos para a casa direto, tinha uma praça onde passávamos o fim das tardes e à noite ficávamos na rua, em frente a casa. Depois de três dias, ficar com ele não estava mais sendo tão legal. Fui descobrindo que ele nem era tão compatível comigo e ele começou a falar, de repente, que estava apaixonado. Comecei a ficar entediada, fugia dele e chegou o dia de irmos embora. Ele até chorou. Eu não terminei com ele nem nada porque achava que já era subentendido que não íamos continuar juntos, afinal, eram dezesseis horas de distância. No dia que cheguei em casa, ele me ligou. Falou que já estava com saudades e que ia procurar um emprego aqui no meu estado, talvez na minha cidade. Eu disse que não era para ele tomar nenhuma decisão precipitada. Ele não entendeu nada. Nas outras vezes que ele me ligou eu não atendi. Uns dias depois saí com a mesma amiga e mais uma. E ele ligou. Quem atendeu não fui eu, foi minha outra amiga. Ele ficou falando com ela como se fosse eu, perguntou o que havia de errado porque ele – só para ele - me conhecia e sentia algo estranho rolando. Foi então que essa minha amiga que terminou com ele por mim. Disse, fingindo que era eu, que não dava para continuarmos juntos com tantos quilômetros de distância. Ela me disse que ele chorou e disse que estava tudo bem, mas que eu – no caso, ela – estava muito estranha. Claro que estava estranha, não era eu. Ele gostou mesmo de mim, foi bem carinhoso e chiclete. Ninguém é perfeito. Ele era legal, mas mesmo se morássemos perto, não ficaria com ele mesmo. Acho que desde pequena fui muito exigente.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Júlio
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Eu tinha acabado de fazer 13 anos e nunca tinha beijado ninguém e todas as minhas amigas da escola já. Não que fosse um problema pra mim, eu me preocupava tanto com meus estudos e não tirar nenhuma nota vermelha – para fazer jus a mensalidade altíssima que meus pais pagavam – que esqueci que estava crescendo. Fui perceber o quanto era inexperiente quando conheci Júlio, ele era mais velho e conhecia minhas amigas de classe. Nossas classes eram uma de frente para a outra e foi assim que nos conhecemos e me apaixonei. Ao dar o sinal das trocas de professores, eu pedi para uma amiga apresentá-lo para mim, sempre o achei bonitinho. Ela gritou “Júlio... Vem cá!”, arregalando os olhos três vezes para e apontou com o nariz na minha direção e eu morri de vergonha. Ele se aproximou e pegou na minha mão, passava tanta gente entre nós, dos nossos lados que nossas mãos se soltaram sem querer, o que não foi um empecilho para que, antes disso, ele me conquistasse beijando minha mão e falando que adorou me conhecer. Meus olhos brilharam e eu não ouvi mais nada, nem mesmo as minhas amigas falando comigo, flutuei até minha mesa e só voltei em mim quando eu vi as minhas cinco amigas em volta de mim. Foi uma sensação diferente de todas as outras que eu já tinha sentido. Beijando minha mão fez parecer um conto de fadas no qual eu era a princesa e ele o príncipe encantado. Ele era um pouco mais alto do que eu. Tinha cabelos curtos bagunçados escondidos por um boné verde-musgo horrível, seus olhos brilhavam – mas hoje eu acho que era por causa da luz, mesmo – e seu sorriso me chamava. Mesmo não sendo o cara mais lindo da escola, era o maior pegador. Só tinha um detalhe: Eu não sabia disso. Enquanto me contava da vida dele, fui formando o cara perfeito na minha cabeça. Um cara novo na escola, que já tinha bastantes amigos por ser um cara legal. Sua família parecia ser normal, mas seus pais eram separados, como os meus, e tinha uma irmã. Nessa semana ele percebeu meus sentimentos porque eu não consegui ser mais discreta, nem saberia fazer isso, era a primeira vez que o cara por quem eu tinha interesse se interessava por mim também. Ele me acompanhou até o metrô que ia para minha casa e quando nós estávamos chegando ele perguntou se era verdade que eu nunca tinha beijado. Disse que sim sem nenhum tipo de vergonha, sempre achei que era bom ser sincera quando se conhecia pessoas novas. Só que ele me olhou de cima a baixo e sorriu de uma forma que eu não gostei muito, como se estivesse caçoando de mim. Ignorei porque, para mim, ele já era perfeito. Disse que com a idade que eu estava já era tarde. Ao se despedir de mim, encostou as mãos no meu rosto e me deu um selinho. Eu achei que ia me beijar, mas ficou naquilo mesmo. Ajeitou meu cabelo para trás e disse que no próximo dia nos veríamos. Encontramo-nos a semana inteira, nos cumprimentávamos com selinhos, mas não ficamos sozinhos nunca. Na sexta feira me chamou para sair, disse que me ligaria e não ligou. Fiquei muito triste e acabei saindo com algumas amigas para o shopping do bairro. Estava desanimada porque, primeiro, eu esperava sair com ele e depois porque era sempre o mesmo programa, nunca mudava. Minha amiga estava beijando um menino que conheceu naquele dia e um amigo dele estava falando comigo – e eu torcendo para que ele fosse embora – e meu telefone celular tocou (sim, já existia celular naquela época, aqueles Nokia do jogo da Snake em “preto-e-verde”). Era ele me perguntando onde eu estava. Ele disse que também estava indo para lá e pediu para eu ir encontrá-lo na porta de entrada. O menino que falava comigo saiu de fininho morrendo de vergonha e eu fiquei extasiada. Estava tão emocionada que nem consegui falar direito, mas minhas amigas perceberam minha empolgação, me arrumaram rapidamente e disseram que eu estava linda. Quando ele chegou não sabia o que fazer, tentei parecer ser o mais natural possível, mas ele percebeu minha agitação. Tanto que olhava para mim e ria – de mim – sempre que falava, sem querer, alguma besteira. Conversou algo sem importância comigo e começou a falar de nós dois. Falou que ele achava que eu merecia alguém melhor, não entendi direito, mas acho que ele estava se desprezando. Eu disse que não tinha nada a ver, que ele era um cara legal e que eu gostava dele. Não sei como ele entendeu isso, só sei que saiu sem querer. Ele estava meio desconfortável com todas as minhas amigas ali por perto, estávamos sentados em um banco e ele foi falando mais baixo e chegando mais perto. Ele me perguntou se eu queria mesmo beijá-lo e eu disse que nunca tinha beijado ninguém. Ele foi se aproximando e eu morrendo de medo de não saber o que fazer e acabar fazendo tudo errado. Olhei para os lados, vi minha amiga e o menino se beijando e ele estava com a mão em alguns lugares que eu não sei se estava pronta para ser tocada por um homem e disse baixinho, assustada: “se eu te beijar, você não me agarra?” Sorriu e disse que ia ficar tudo bem. Foi encostando sua boca na minha e a abrindo devagar. Fiquei com uma das mãos apertando minha bolsa e a outra no braço do banco. Fechei os olhos quando percebi que eu estava dando meu primeiro beijo e senti sua língua encostar o céu da minha boca. Estranho. Sensação estranha. Minha barriga começou a gemer baixo. Depois de um tempo que eu só estava ouvindo pessoas conversar, sentindo a língua dele na minha boca e minha barriga gemer, ele se afastou e comentou que para o primeiro, até que estava bom. Continuamos a conversar e não me beijou mais – devo ter beijado mal para caramba – e quando estava indo embora me deu outro beijo rápido. Não sabia o que pensar e fiquei mais confusa do que nunca. Na segunda feira várias pessoas, até umas que eu não conhecia, vieram falar comigo. Perguntaram se era verdade que tínhamos ficado e que ele tinha contado para todo mundo da festa que tinha sido no próprio sábado. Fiquei super feliz com isso, pensei assim: se ele contou para todo mundo mesmo, ele deve estar no mínimo a fim de mim. A felicidade durou até meio dia daquele dia, pois quando eu saí com as amigas da escola, uma menina gritou para mim que eu era mais uma para coleção do Júlio. Pensei ser inveja. Poderia ser. Outra menina veio me dizer que ele tinha espalhado as coisas ao meu respeito porque ele estava bêbado. Minha cabeça pediu para eu ter calma, o que eu não conseguia por causa do meu coração dilacerado. Fui para casa e chorei a tarde inteira. No dia seguinte, ao chegar a escola, uma menina da minha classe veio conversar comigo, disse que tinha ouvido algo muito ruim e maldoso dele mesmo. Contou para mim que ouviu ele dizer para alguém que eu e ele tínhamos feito mais do que só beijado, diz ela que as palavras que ele disse foram “sábado+sexo+meu-nome-da-sétima-série ”. Comecei a chorar. Perguntei se ele não estava falando de ter sido meu primeiro beijo, porque foi isso que aconteceu no sábado: apenas meu primeiro beijo. Disse que não. Nada de “primeiro beijo”, “namoro” ou muito menos “amor” e as palavras que foram mentirosamente ditas foram: “sábado+sexo+ meu-nome-da-sétima-série”. Fiquei brava. Fiquei magoada e ofendida. Muito mais pela mentira do que qualquer outra coisa, pois se tivesse acontecido, eu só ficaria brava por ele ter espalhado. O problema era ele ter mentindo. Perguntei para ele, ele negou. Não sabia se estava mais sentida por causa da mentira, de não saber em quem acreditar ou se era porque estava ficando apaixonada por ele, mesmo com tudo isso. O tempo foi passando e nunca mais ficamos, mas não foi por falta de oportunidades, foi porque não queria sofrer ainda mais. Fui percebendo que ele não prestava, na verdade. Tudo o que tinha me dito sobre seu caráter era mentira. Ele dizia que era santo, que não era mulherengo e que não gostava de ficar só por ficar. Sempre se fazia de santinho para as mulheres e era assim que as conquistavam. Foi assim comigo e com todas as outras de “sua coleção”. Até nossa professora de história foi alvo. Deu em cima dela, discretamente, acentuando suas características de bom aluno e bom menino. Quanto mais o tempo passava e eu descobri a pessoa não-perfeita que ele era, mais me irritava porque mesmo eu sabendo disso, ele fingia que não era assim, como se ele fosse ganhar alguma coisa tentando fixar esse personagem em mim. Não que eu tenha decidido esquecê-lo e em um dia conseguido, mas passei um tempo apaixonada pelo cara que eu conheci, não o cara que existia de verdade. Foi meu primeiro amor e minha primeira decepção. Nunca mais o vi, mas até hoje guardo uma caixa cheia de recordações e cartas que escrevi e não mandei para ele. Fotos e coisas que eu pensava sobre ele. Aquele príncipe encantado que desencantou.
Escrito por Gabi Pagliuca às 12:02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Jamil
(antes de ler esse post, leia o primeiro post da categoria "érica, sempre forte")
Jamil era bonito, bem bonito. Mais alto que eu uns vinte e cinco centímetros. Arrumava-se tanto para ir à escola que faltava só passar batom. Egocêntrico, carente e narcisista, perfeito para ser personagem principal de uma paixão platônica e relâmpago. Tudo aconteceu tão rápido que eu nem sei por onde começar. Na verdade, o mais importante é que ele tinha namorada e que cada dia ficava mais lindo. Ele era meu colega de escola da sexta série, amigo dos meus amigos. A gente foi se descobrindo totalmente diferentes à medida que conversávamos. Para ser bem sincera, ele era até um pouco irritante. Mas a nossa relação foi fluindo e uma amizade sobressaltou. Papo vai, papo vem... Comecei a ficar cada dia mais interessada nele, mais precisamente na boca dele, a dele na minha e a minha na dele. Não que eu pensasse que ele quisesse, muito pelo ao contrário, a namorada dele era totalmente diferente de mim – inclusive, era uma chata – totalmente linda. Não iria trocar uma dessas por mim. Não à toa, a troco de nada, se não estivesse realmente apaixonado. Parecia que eu não fazia o estilo dele levando em consideração o fato de ele namorar alguém totalmente diferente de mim. É claro que no meu íntimo eu desconfiava que ele sentia atração por mim, culpa de seu joelho apontado toda hora para mim e o jeito que ele me olhava totalmente pedindo carinho. O problema é que eu não fazia o estilo dele e ele também não fazia o meu. Ele era mais velho, fumava, bebia e matava aula. Não era uma boa influência. Isso me deixava um pouco irritada e confusa. Se não fazíamos um o gosto do outro, como poderíamos estar atraídos? Talvez por não poder, por ser proibido. Isso me deixava mais louca ainda o “não poder quebrar minhas próprias regras”! Alguns momentos eu nem me agüentava ficar quieta e soltava umas indiretas para ele, mas eu ficava envergonhada e dizia sempre que era brincadeira. Ele foi percebendo, mas deixando pra lá, mas o que fez perceber meus sentimentos de verdade foi uma besteira. Com minha mania de desenhar tudo o que acontece comigo, fiz um desenho de uma menina dando um soco no rosto de um menino, coloquei mais ou menos as roupas que costumávamos usar e fiz uma setinha para o boneco que representava ele escrevendo seu nome e na minha bonequinha, meu nome. O que, obviamente, tinha muito mais significado do que um simples soco, apenas estava realçando a vontade que eu tinha de tê-lo para mim. Ele perguntou alto e na frente de todo mundo sobre o desenho que eu tinha feito no meu caderno. Eu quase morri de vergonha e disse que outra hora contava para ele só que no fim da aula ele cobrou. Enrolando para copiar a lição da lousa e conversando comigo sobre assuntos de meu interesse, ele deixou que todo mundo saísse da classe e ficamos sozinhos. Não que isso nunca tivesse acontecido, mas ele estava com a intenção de ficarmos a sós. Ele guardou as coisas na mochila e a largou em cima da mesa do professor, onde se apoiou. Perguntou sobre o desenho e se eu o odiava tanto para perder meu tempo com isso. Eu disse que não, que era claro que não, o problema é que às vezes eu tinha vontade de socá-lo e gritar “ahh” na cara dele, e isso não me fazia uma inimiga dele. Ele riu. Riu muito, aliás. Ele perguntou o porquê disso tudo e que ele não estava entendendo nada. Já que era pra ser sincera, fui curta e grossa. Respondi que tinha vontade de socar ele por ele continuar com a chata da namorada dele. Ele riu. Riu pouco, vamos dizer que quase apenas sorriu. Perguntou se tudo aquilo era vontade de beijá-lo (sabidinho, não?). Só respondi que querer não é necessariamente poder. Ele baixou a cabeça. Eu me virei a saí da sala, nos doze passos que eu dei em direção da saída da escola fiquei pensando que eu nem estava me sentindo mal por que não fui rejeitada nem nada, eu não pedi para ficar com ele em nenhum momento, ele que estava perguntando aquelas coisas e eu só fui sincera. Quando dei meu décimo segundo passo, ele acelerou o passo. Veio correndo e puxou meu braço e tentou me beijar. Eu desviei mexendo a cabeça negativamente. Iria ser meu primeiro beijo. Ele sorriu envergonhado e andamos até o portão onde estávamos nossos amigos em silêncio. Tudo ficou bem no final, ninguém soube disso nunca e nós continuamos amigos até sair da escola e ele terminou com a namorada pra ficar com uma menina bem parecida comigo uns três meses depois (droga!). Nunca mais desenho eu socando ninguém.
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Apresento-te: Érica.
Érica significa sempre forte, como ela sempre foi. Não é perfeita, mas é interessante. Érica nasceu de um casal de adolescentes em 25 de fevereiro 1988. Pisciana. Louca de vontade de viver a vida a flor da pele. Consciente mais do que, talvez, suas amigas por seus pais serem tão jovens, sua mãe hoje com 35 anos e seu pai com 37, separados desde 1991. Kaká, como gosta de ser chamada foi aprendendo com seus erros e foi estabelecendo regras para ela mesma com o intuito de ser mais justa e correta com ela e as pessoas com quem se envolve. É carente, como todo pisciano, mas não faz questão de namorar alguém só por carência. Algumas aventuras e outras desventuras provaram que o ditado está certo “antes só do que mal acompanhado” e está começando a descobrir, relatando todos esses fatos, que talvez o problema não seja os meninos, mesmo. Talvez falte ela descobrir o seu ponto forte e suas qualidades antes de procurar isso em outras pessoas. Já namorou uma vez mais de um ano e meio. Nunca mais namorou, mas sempre tem pequenos relacionamentos.
As 10 regras de total boa convivência com o mundo
Érica Martins
1. Não sair com homens comprometidos.
2. Não cobiçar as coisas alheias.
3. Nunca mentir sobre sentimentos quando perguntarem.
4. Honrar pai e mãe - e os outros legítimos superiores
5. O que acontece entre amigos, fica entre amigos.
6. Não matar - nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo
7. Sempre que quiser fazer, desde que não quebre as regras, faça.
8. Não furtar - nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo.
9. Não ficar (só por ficar) com mais de um menino por turma.
10. Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo
nos próximos posts dessa categoria, descobrirá mais sobre os relacionamentos dessa nova personagem!
Espero que gostem pois essa é a surpresa que eu disse há uns 5 dias - por não estar postando muito!
índice:
1 Jamil
2 Julio
3 Oliver
4 Ferdinando
5 Dalbert
6 Fabiano
7 Henrique
8 Ernesto
9 Humberto
10 Conrado *
11 Frederico *
* ainda não está postado
Escrito por Gabi Pagliuca às 10:18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |